Periferia Viva: 3 mil famílias devem ser contempladas com ações em comunidade do Genibaú, em Fortaleza
18 de março de 2026 - 12:41 #Governo do Ceará #Periferia Viva #Secretaria das Cidades
A Secretaria das Cidades do Governo do Ceará inaugurou, nesta terça-feira (17), o Posto Territorial do programa Periferia Viva, na comunidade do Genibaú. O equipamento funcionará como um ponto de referência para o acompanhamento das ações no território, aproximando os moradores da execução das intervenções e garantindo o protagonismo da comunidade no desenvolvimento das obras.
O Projeto Afluentes do Rio Maranguapinho – Periferia Viva – Novo Pac, realizará intervenções de infraestrutura e a revitalização dos afluentes do rio, com a urbanização de seis canais, totalizando 8,16 quilômetros.
Os serviços incluem a limpeza dos canais, a implantação do sistema de drenagem, a criação de uma via paisagística com passeios, a instalação de passarelas em pontos estratégicos, a inclusão de equipamentos públicos, como skatepark, academia ao ar livre, quadra de areia e brinquedopraça, além da complementação do esgotamento sanitário.
Segundo a coordenadora de Revitalização de Áreas Degradadas e Drenagem da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), da Secretaria das Cidades, Lana Aguiar de Araújo, as ações dos canais 2 e 3 já estão em processo de licitação, a fim de que as áreas de risco hidrológico possam ser brevemente atendidas. “Essas pessoas que moram aqui vão melhorar muito, porque elas vão ter uma via, elas vão ter sistema de esgoto, elas vão ter equipamentos e elas vão ter uma área saneada”, salientou a coordenadora.
A expectativa dos moradores da região é de grande esperança de melhorias na comunidade, especialmente para a questão do esgoto, que interfere diretamente na qualidade de vida da população.
Maria Salete, 65, costureira, é moradora da comunidade do Genibaú há mais de 25 anos, e relembra que, antigamente, a região não possuía asfaltos ou ruas definidas. Segundo ela, a expectativa é de que com uma boa divulgação e a participação da comunidade, o território tenha muitas melhorias com as ações do projeto.
O Secretário Executivo de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Thiago Câmpelo, afirma que um dos focos principais das ações é o mapeamento das áreas de risco hidrológico. “Estamos estudando a desapropriação de moradias em unidades habitacionais que não atendem a um padrão viável, incluindo estabelecimentos comerciais e de serviços, famílias que possuem criação de animais ou trabalham com reciclagem, bem como famílias numerosas, para as quais o tamanho do apartamento seria insuficiente”, frisou o secretário.
Ao todo, três mil famílias devem ser contempladas com as melhorias realizadas e cerca de 10%, que vivem em áreas de risco hidrológico, sujeitas a inundações e enchentes, devem ser reassentadas.
Sobre o Periferia Viva
Lançado em 2024, o programa promove ações integradas de urbanização em áreas vulneráveis, com investimentos em infraestrutura, regularização fundiária, melhorias habitacionais e prevenção de riscos. O objetivo central é reduzir as desigualdades socioespaciais e ampliar o acesso da população a serviços públicos essenciais.
Os Postos Territoriais são o grande diferencial da iniciativa. Instalados diretamente nas comunidades atendidas, eles reúnem equipes técnicas e sociais para orientar moradores, receber demandas e fiscalizar o andamento dos projetos. No local, a população poderá tirar dúvidas e participar ativamente das discussões sobre as melhorias para o território.
O secretário nacional de Periferias do Ministério das Cidades, Guilherme Simões, afirmou que foram investidos mais de R$ 80 milhões e, segundo ele, o principal elemento da intervenção e de estrutura urbana proposto pela iniciativa é o saneamento básico.


